O olhar de quem vê
"Quanta vida eu perdi - pensou - simplesmente por deixar de olhar? Ou por olhar e não ver? No dia anterior fizera uma caminhada solitária pela ilha de Murano e, depois de uma hora, não vira nada, não registrara nada. Nenhuma imagem se transferira de sua retina para o córtex.
(...)
Tais cenas tinham poder - uma vida própria; sempre que baixava a guarda, elas lhe invadiam a mente e usurpavam sua imaginação. Será esta minha sina para sempre? - se perguntou. Estarei destinado a ser um simples palco no qual as memórias de Bertha representam eternamente seu drama?
(...)
Agora, olhar não exigia concentração. Agora, retina e córtex cooperavam perfeitamente."
Quando Nietzsche chorou
Irvin D. Yalom
Começo de livro é sempre assim... Aquela empolgação! ^^
Bjos e novamente queijos, mais cheirosos a cada dia! :)
Irvin D. Yalom
Começo de livro é sempre assim... Aquela empolgação! ^^
Bjos e novamente queijos, mais cheirosos a cada dia! :)

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