Jeremy spoke in class today

Limousine e grana suja meu amor.

sexta-feira, março 07, 2008

Rei leão (the no ending circle)

Conhecer pessoas é essencial. Acaba que é a lei que rege toda uma sociedade, porque não existe sociedade sem relacionamentos entre humanos.
Cheguei a uma certa conclusão, após muito pensar essas 2 semanas de pseudo-reclusão, que na verdade a vida é feita de conflitos, e são eles que nos movem, e que criam as mais básicas necessidades da vida. É o que te faz sentir realmente vivo, por assim dizer.
A desarmonia é algo extremamente benéfico, apesar de alguns discordarem. Creio eu que discordam exatamente porque a desarmonia está sempre presente, e estes sempre almejam a tão falada perfeição. Pois bem (bem-vindo, bem-feito), quando se atinge ou se chega em algum lugar bem próximo dessa perfeição, dessas coisas ditas perfeitas, extraordinárias, a quase ausência de conflito, muitas coisas perdem seu significado, seus porquês, o mundo fica mais cinza e a alma mais branda, calma, longe de todo o caos.
Eu sou uma pessoa que aprecio, e muito, o caos. Gosto do mundo caótico, dos muitos conflitos, de gerar e ter inquietação, seja relacionada a que for, de instigação, provocação, e gosto acima de tudo, de não falar, e sim dizer as coisas para que se possa chegar numa conclusão em comum.
Existe coisa mais linda na linguagem o fato de você poder usá-la tão pouco que a comunicação se torna algo implícito sem mesmo dizer muitas palavras?
A conexão mental existe, em algumas pessoas mais e outras menos. Tenho sentido uma apatia estranha nessas 2 semanas, um sentimento de resolução plena que começou a me incomodar profundamente. Alguns diziam que eu precisava de um psicólogo, outros diziam que eu tinha que dar tempo ao tempo, mas na verdade eu estava num estado de completa indiferença ao que acontece no mundo e ao meu redor. Eu sou dona do meu espaço, do meu mundo, do meu ambiente.
Acredito eu que criamos um raio de energia com o que atualmente sentimos, e as pessoas não se conformam facilmente com o conformismo. Não suportam a idéia de que você não liga realmente para o que estão pensando de você ou qual conclusão estão tirando. Simplesmente cheguei num estágio tal que me tornei indiferente a tudo, e acabo criando conflitos externos para me sentir viva.
Elogios fazem bem, mas estou tão desacostumada, ou acostumada, eu diria. Sinto falta da falta de sinceridade, da subjetividade, de não precisar dizer para se fazer entender. As ações são armas poderosas em qualquer guerra, mas tudo precisa de planejamento, cálculo. Acho que finalmente entendo a fascinação de engenheiros com contas mirabolantes, progressões tão antigas desde que o mundo é mundo, a ciência exata. O comportamente não permite exatidão, mas há como se obter um controle tão extraordinário que tudo fica próximo disso.
Engenheiros, matemáticos, físicos, cientistas, acabam que todos criam fórmulas para o subjetivo, para criar teorias maximizadas a coisas mínimas do dia a dia, como o mecanismo propulsor dos hormônios que desencadeiam uma total mudança na conformação de mais de 20 músculos da face quando sorrimos.
"Deus ex machina" E nesse caso, da máquina corpo humano.
A humildade é o grande caminho para se evoluir, ter paciência, consicência, aceitar, questionar também, mas entender e repensar, calcular, deixar acontecer muitas vezes é um bom planejamento.
Eu gosto do obtuso, do irregular, do anormal, do diferente, da comédia, da tragédia, dos pólos, dos opostos, do estranho. No mais, eu gosto de ser eu, acho que tenho muito que melhorar em milhões de coisas, me redimir com metade dos meus conhecidos, ter mais paciência com quem não tem paciência para tentar me entender. A maioria, a grande maioria senão todos, dizem que eu sou muito complicada.
Eu me acho simples, só continuo repetindo que eu sou complicada para deixar os outros de sobreaviso. A sinceridade complica as coisas, é mais simples encarar alguém que concorda sempre com tudo o que você diz e que tem a mesma opinião do que você do que por a cabeça pra funcionar do porquê que suas opiniões estão erradas, porquê nem tudo é do jeito que queremos. Ela machuca, fere, cria mágoa e rancor por te mostrar o pior de você que você muitas vezes evita ver. Não sou uma amiga comum, não tenho meias palavras, não fico achando tudo bonitinho só porque a pessoa vive numa redoma de cristal. Quem quiser encarar, que encare. Quem quiser ouvir, que ouça. Mas não consigo ficar calada diante de coisas tão óbvias que os outros se recusam a ver.
Não sei explicar porque fico terminando e voltando meu namoro, por que às vezes acho as pessoas muito espetaculares e por que acho elas tão medíocres. Ainda não sei porque me arrependo tão fácil se antes só bastaria pensar antes de fazer, e acreditem, eu penso.
Ainda há muito que entender, aprender, fazer, e o que há de bom é isso, isso é o que dá valor a qualquer vida: ainda se ter porquê viver.
Não está terminado, não pára por aqui, o ciclo é infinito, ele gira o tempo inteiro e nunca pára, e nem sempre é igual. Não acaba aqui, não acaba lá.
Simplesmente não acaba.

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