Perfil 57
Pra variar, mais um perfil! eeeeeeeeeeee (esse daqui é quase uma autobiografia... hauahauah)
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Perfil 57 (aproximadamente)
Eu já nasci renegada, nem a minha mãe biológica me quis. Não faz mal, bendita, há quem queira. Adotada, estabelecida em outra família fui curtindo a vida de "bebê". Comer, dormir, chorar, fazer xixi, cocô, vomitar, etc.
Logo depois, meu pai saiu de casa e meus irmãos também.
Num dia fatídico, um deles morreu. Trágico, um trauma. Todos temos um.
Foi a terceira tragédia da minha vida.
Fiz primeira comunhão, ia na igreja e nunca vi sentido naquilo tudo. Quando chegou a hora da crisma, revoltei e reneguei Jesus e coisa e tal. Segundo a maioria, eu, em toda minha malevolência, terei o mesmo castigo de alguém muito benevolente (aliás, o mais benevolente que já existiu, segundo eles) - Jesus, e serei crucificada quando o dia do juízo final chegar e estarei destinada a infinitos anos de sofrimento! Sem direito a parada no purgatório... Contraditório, não?!
Então, vivi pacatamente e entediadamente em Santos Dumont, que foi onde conheci meu ex-namorado, e namorei durante 5 anos, entre indas e vindas de Sts Dumont e SP. Cresci, virei muita coisa que eu não era e consegui muita coisa que eu não tinha.
Aos meus 18 anos, consegui passar de primeira no vestibular da UFRJ para fonoaudiologia, feito esse que me deu o título de inteligente. Pra mim, foi Murphy mesmo.
*Go Murphy, go!*
Morei lá 1 ano e meio, meio zumbi, só compensando pelos meus primos e as benditas TV a cabo e Velox! (Acho que por isso que gosto tanto de tv a cabo, era a única coisa legal que eu tive pra fazer durante muito tempo.)
Os outros achavam o máximo eu morar em Niterói, mas eu odiava o curso. 49 mulheres e um gay.
*Murphy de novo!*
Saí do curso e resolvi fazer publicidade. A vida começou a melhorar.
Cursinho, fiz amigos inesquecíveis, ainda presentes! Foi o começo de um grande começou que durou pouco. Porque não passei no vestibular (claro, as matérias incluíam: sinuca, bar, cerveja, RPG e praia) e minha mãe me deportou para Juiz de Fora.
Nesse meio tempo, terminei o longo namoro e ainda fico pensando se eu cometi a maior besteira da minha vida naquele momento. Mas eu tenho dessas... Se na hora parece certo, é certo, porque a hora certa é agora. Não é?
Trabalhei na Claro de call center durante 8 meses. O bastante pra fazer surgir uma doença que eu nem sabia que tinha, detonar minha imunidade e me trazer de brinde depressão, síndrome do pânico e TOC. (Que aliás, eu já tinha... desde que eu me entendo por gente!)
*Parabéns para o Murphy, la la la*
Psiquiatra, remédios, terapia, bla bla bla, virei gente de novo!
Então cá estou, fazendo publicidade, conheci pessoas muito especiais também, mas aqui é cidade de casal, e não de gente solteira. Por isso, você vê muitas pessoas tristes e insatisfeitas que te contagiam com esses sentimentos magníficos.
Moro com uma amiga muito maluca que não faz maluquices mas que é maluca ao natural. Acabou que viramos mãe uma da outra, e ela cozinha bem e me suporta, isso já faz mais de um ano!
No momento, estou para voltar para a Niterói. Mais estabilizada aqui do que lá. Mas quem disse que pessoas errantes podem escolher estabilidade?
*Hey Murphy, vc por aqui?*
Narrando melhor esse ano, levei um chute de uma amiga, agora, ex amiga. Um outro chute de uma outra amiga, ex amiga também. A terceira só não me chutou também porque ela não faz parte desse mundo, não entende a lógica do problema e trata supérfluos como supérfluos!
No momento, estudo, como, leio, bebo, durmo, assisto tv, filmes e seriados. Eu gosto da minha vida, atualmente ela gosta de mim.
*Tchau Murphy!*

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